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domingo, setembro 25, 2022

Bolsonaro diz aceitar os resultados das urnas “desde que sejam limpas e transparentes”

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O presidente da República Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, abriu, na noite desta segunda-feira (22), a série de entrevistas com os principais presidenciáveis, que serão realizadas ao longo desta semana no Jornal Nacional (JN), da TV Globo.

Durante 40 minutos de entrevista sob a condução de William Bonner e Renata Vasconcellos, Bolsonaro respondeu perguntas sobre a confiança do sistema eleitoral, a situação da economia, o desmatamento na Amazônia, a relação com o Centrão, promessas não cumpridas e a forma como seu governo enfrentou a pandemia da Covid-19. Garantiu ainda não haver casos de corrupção em seu governo.

O candidato aproveitou parte da entrevista para falar sobre alguns avanços econômicos da sua gestão, como a queda na taxa de desemprego e da inflação, a criação do Auxílio Brasil e do PIX, e o auxílio emergencial, que socorreu milhares de famílias durante a crise sanitária.

Atritos com o STF e segurança das urnas eletrônicas
Bolsonaro disse que, com suas críticas ao sistema eleitoral, pretende ter mais transparência nas eleições. “Se você pode botar uma tranca a mais na sua casa para evitar que ela seja assaltada, você vai fazer ou não? Então esse é o objetivo do que eu tenho falado sobre o Tribunal Superior Eleitoral”.

Afirmou também que em 2018 houve uma denúncia de fraude no processo eleitoral e que a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber determinou que fosse aberto inquérito pela Polícia Federal para apurar. Disse que, na apuração, o TSE informou à PF que hackers ficaram por 8 meses dentro do sistema do tribunal, e que após pedido dos logs (registros) pela Polícia Federal o TSE demorou 7 meses para informar que os logs haviam sido apagados.

“Estamos tentando evitar que dúvidas pairem por ocasião das eleições deste ano”, declarou.

Bolsonaro já havia mencionado as acusações contra o sistema eleitoral em reunião que o presidente da República promoveu com embaixadores em julho. Após a reunião com embaixadores, o TSE rebateu as falas de Bolsonaro (clique para ler). Sobre riscos à segurança das urnas em decorrência da invasão hacker, o órgão disse que em “nenhum momento as urnas eletrônicas são conectadas à internet, nem possuem placa que dê acesso a outro tipo de conexão em rede”.

Sobre declaração de que os logs foram apagados – arquivos que registram todo percurso do hacker dentro dos sistemas, na invasão de 2018, foram perdidos pela empresa terceirizada –, o TSE diz que isso não representou risco à integridade das eleições, porque os códigos dos programas passaram por “sucessivas verificações e testes, aptos a identificar qualquer alteração ou manipulação”. “Nada de anormal ocorreu”, disse o tribunal em nota divulgada no ano passado. “É possível afirmar, com margem de certeza, que a invasão investigada não teve qualquer impacto sobre o resultado das eleições”, diz outro trecho do comunicado da Corte.

Alexandre de Moraes
Questionado sobre falas supostamente antidemocráticas, Bolsonaro disse que vem sendo perseguido por um ministro do STF em um inquérito ilegal, em referência a Alexandre de Moraes e ao inquérito 4781, conhecido como “inquérito das fake news”. Sobre sua relação com Moraes, no entanto, disse que “hoje em dia, pelo que tudo indica, está pacificada. Espero que seja uma página virada”.

Outros presidenciáveis no Jornal Nacional
Além de Bolsonaro, outros três candidatos à presidência da República serão entrevistados no Jornal Nacional nesta semana – Ciro Gomes (PDT) estará no telejornal nesta terça-feira (23), Lula (PT) na quinta-feira (25) e Simone Tebet (MDB) na sexta-feira (26).

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